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Serviço Geológico do Brasil lança Núcleo de Inovação Tecnológica - Revista Fundações
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Serviço Geológico do Brasil lança Núcleo de Inovação Tecnológica

15:52 08 janeiro in Matérias, Site
Solenidade de lançamento aconteceu em 8 de dezembro na cidade do Rio
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Este texto é do site da CPRM. A reprodução dele neste site faz parte do clipping diário da editora Rudder.

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) acaba de dar mais um passo importante para impulsionar as pesquisas geocientíficas no país, com o lançamento do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT-SGB). Em solenidade realizada no escritório do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (8/12), a Diretoria Executiva, empregados e colaboradores tiveram a oportunidade de conhecer como o NIT-SGB funcionará e ouvir palestras de pesquisadores da Embrapa, Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), Vale e Petrobras.

Durante a cerimônia foram explicadas como a criação do Instituto de Ciência e Tecnologia Dias Leite (ICT) e seu núcleo NIT-SGB, responsável pela gestão da política de inovação e tecnologia, tornam a CPRM apta pleitear os benefícios da Lei de Inovação e Tecnologia (Lei 13.243/16), facilitando assim a implantação e operacionalização dos laboratórios de mineralogia e de isotopia de baixa e alta temperatura.

Essas iniciativas buscam colocar a empresa na vanguarda dos avanços tecnológicos, científicos e de inovação, fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do país. “Estamos numa busca incessante pela inovação, para responder adequadamente aos anseios da sociedade naquilo que é o papel de um serviço geológico”, afirmou o diretor-presidente Esteve Colnago em seu discurso.

Colnago destacou que, com o NIT-SGB, a CPRM poderá ter acesso a novas fontes de recursos e incentivos fiscais previstos na Lei de Inovação e Tecnologia. “Teremos maior flexibilidade operacional, possibilidade de expandir as parcerias necessárias para o desenvolvimento técnico-científico e isenção tributária para a importação de equipamentos para os nossos laboratórios”, disse.

O diretor-presidente anunciou também que em breve será firmado, em Brasília, no Ministério de Minas e Energia, acordo entre a CPRM, Agência Nacional do Petróleo (ANP) e Petrobras, que possibilitará a modernização do Museu de Ciências da Terra e sua estrutura de pesquisa, o compartilhamento da rede de laboratório da CPRM e a implantação do Centro de Referência em Geociências, uma rede integrada de laboratórios microanalíticos de uso múltiplo.

“Todas essas ações estarão suportadas por projetos de P,D&I previstos na Lei nº 9.478, de 06/08/1997, que estabelece, dentre as atribuições da ANP, a de estimular a pesquisa e a adoção de novas tecnologias para o setor de óleo e gás”. O presidente destacou ainda que sem o desenvolvimento de parcerias com o setor produtivo a CPRM terá dificuldade de alcançar resultados para a sociedade.

Com vistas a se tornar uma empresa de ciência reconhecida internacionalmente, o diretor-presidente ressaltou ainda seu compromisso com os programas de capacitação do corpo técnico da empresa e o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Câmara Técnico-Científica (CTC), no sentido de regularizar a situação dos programas de pós-graduação em curso na empresa.

Carlos Eduardo Ganade, geocientista-chefe do NIT, explicou que os projetos do Centro de Desenvolvimento Tecnológico (CEDES) não concorrerão com os da área operacional, ao contrário, eles serão complementares e as equipes serão conjuntas e multidisciplinares. Os projetos de PD&I disponibilizados para as empresas de óleo e gás, setor mineral, meio ambiente e outros mais focados em políticas e gestão pública terão orçamento provindo dessas parcerias, em modelo de negócio similar a outras agências de pesquisa, como a CSIRO, na Austrália, e de outros serviços geológicos mundiais.

Anualmente o CEDES apresentará seu portfólio de projetos às diretorias, quando, então, as equipes serão definidas e as fontes de orçamento explicitadas. As equipes dos projetos serão compostas por pesquisadores das várias diretorias da CPRM e poderão ser complementadas por especialistas de outras instituições, sempre que necessário, tendo a participação desses colaboradores externos duração apenas durante a vigência do projeto.

Ganade destacou também, como marcos importantes para o Serviço Geológico do Brasil, o credenciamento junto à ANP da CPRM como instituição de pesquisa, a criação do Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) Antônio Dias Leite e do NIT-SGB. Esse último é uma exigência legal e tem a finalidade de gerir a política de inovação da instituição. “Essas iniciativas mostram o comprometimento da CPRM-SGB com a ciência e a tecnologia”, avaliou o pesquisador.

Durante o lançamento do NIT-SGB, palestras com renomados gestores de diversas áreas reforçaram a importância da iniciativa. Eliseu Alves, ex-Presidente da Embrapa, afirmou que a empresa foi criada para dar resultados à sociedade a partir da ciência básica na área agrícola. Para ele, a instituição não seria o que é se não fosse por seu eficiente mecanismo de comunicação com a sociedade sobre suas descobertas e também pelo indispensável investimento em seu programa de pós-graduação, visando capacitar seus pesquisadores.

Alves contou ainda que o modelo de criação da Embrapa, em meados da década de 1970, foi inspirado na CPRM, concebida poucos anos antes. Destacou também que a conquista dos cerrados pela tecnologia, a fixação biológica de nitrogênio e o combate biológico a pragas e doenças foram decisivos para que a instituição tivesse uma boa imagem perante a opinião pública e autoridades governamentais. Para isso, a empresa investiu no relacionamento com a imprensa como forma de prestar contas à sociedade.

Contou, ainda, que outro segredo do sucesso da Embrapa é o foco em projetos de aplicação direta na economia do país e sua prestação de contas à sociedade: “as instituições tem que prestar contas à sociedade do que executam. Calcular a taxa de retorno de cada projeto é fundamental, sem isso a empresa se perde na ciência pura, que não é seu papel, senão da academia”, disse Eliseu.

O pré-sal brasileiro, a maior descoberta de óleo do século, também foi tema de palestra, ministrada pelo geólogo Otaviano Pessoa Neto, Gerente Geral de Geologia e Petrofísica da Petrobras. Pessoa explicou os modelos geológicos do pré-sal e falou sobre produtividade e tamanho dos campos de petróleo e gás. Segundo ele, a descoberta do pré-sal é fruto de maciça aplicação tecnológica e da inovação que marcam a trajetória da empresa. Na palestra ficou evidente a importância econômica e social da explotação do pré-sal, que hoje representa mais de 50% da produção nacional.

Marcelo Viana, diretor-geral do IMPA, falou sobre a criação do instituto e suas principais linhas de atuação, salientando que a principal razão para o sucesso do instituto foi a sua obstinação pela qualidade, flexibilidade política e ferrenha adoção da meritocracia, fator esse que considera inegociável, seja na gestão do dia-a-dia, na seleção de profissionais que comporão o quadro da empresa ou no desenvolvimento dos projetos de pesquisa. Segundo Viana, “o IMPA é uma das mais respeitadas instituições de ensino e pesquisa do país e construiu essa reputação a partir do rigor absoluto com que seleciona os pesquisadores de seu quadro, resultando numa composição de pesquisadores e alunos de excelência”.

O geólogo Breno Augusto dos Santos, responsável principal pela descoberta dos depósitos de ferro de Carajás, apresentou o histórico daquela que é uma das maiores descobertas minerais do planeta. Ressaltou como receita do sucesso o comprometimento da equipe descobridora e a superação das dificuldades de trabalhos pioneiros, como o que foi executado à época, quando a floresta amazônica da região estava ainda praticamente intacta. Enfatizou a frequente necessidade de inovar para se ter sucesso na exploração mineral e mostrou também como a atividade mineral na Amazônia pode ser desenvolvida de forma sustentável: “Carajás é um exemplo para o mundo, ao mostrar como a atividade minerária pode ser feita com máximo respeito ao meio ambiente”, ressaltou Breno.

No encerramento do evento ficou claro que são muitos os desafios à vista, mas que os caminhos começam a ser definidos. As lições deixadas pelos palestrantes mostram que, para superar os desafios, é necessário dedicação total e união em busca de um futuro onde ciência, tecnologia e inovação sejam parte integrante da rotina da empresa.

Editora Rudder

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