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Proteção contra incêndios é discutida no IPT - Revista Fundações
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Proteção contra incêndios é discutida no IPT

08:00 05 outubro in Eventos, Matérias
Regulamentação, avaliação de produtos e planejamento na construção de edificações são discutidos em evento no IPT
Extintor

Este texto é do site do IPT. A reprodução dele neste site faz parte do clipping diário da editora Rudder.

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) promoveu, no dia 29 de setembro, o II Seminário Internacional de Proteção Passiva Contra Incêndio, que contou com palestras de especialistas de diversos países a respeito dos desafios, soluções e regulamentações relacionadas às edificações e suas condições construtivas para prevenir o surgimento, crescimento e propagação de incêndios.

O pesquisador Antonio Fernando Berto, do Laboratório de Segurança ao Fogo e a Explosões, falou sobre a evolução da normalização brasileira no tema da proteção passiva contra incêndios. Segundo ele, o Brasil só começou a contar com as primeiras regulamentações a partir de 1970, quando grandes incêndios que ocorreram em São Paulo, como nos Edifícios Andraus e Joelma, provaram que manter apenas a proteção ativa não era suficiente.

“A proteção passiva, incorporada à edificação, é fundamental para estabelecer condições não propícias ao surgimento e crescimento do incêndio, à geração e movimentação de fumaça e à propagação de incêndios nos edifícios e naqueles próximos, além de oferecer possibilidades de fuga e de ingresso no edifício para combate”, explicou ele. “Acredito que uma conjugação adequada entre proteção ativa e passiva seja a melhor solução”.

Em seguida, o pesquisador falou da contribuição do IPT no Comitê Brasileiro de Segurança Contra Incêndio, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), auxiliando na elaboração de normas como a ABNT NBR 16.626, que trata da classificação de reação ao fogo dos produtos de construção, de acordo com sua finalidade de aplicação. Berto apontou que ela permite a certificação de produtos no mercado, aumentando a qualidade dos materiais utilizados em projetos arquitetônicos. Outras normas também foram citadas pelo pesquisador, tanto aprovadas quanto em fase de revisão e elaboração, relacionadas sobretudo a portas corta-fogo, cortinas, móveis estofados, telhados e coberturas em edificações.

“O trabalho com a ABNT é muito bem estruturado. Trabalhamos para garantir uma maior proteção passiva, que pode contribuir para retardar muitas fases de um incêndio, assim como evitar a entrada ou a comercialização de produtos de má qualidade no mercado”, frisou.

ATENÇÃO AO PROJETO – O pesquisador Carlos Roberto Metzker Oliveira, também do laboratório do IPT, falou sobre a valorização da proteção passiva durante a etapa de planejamento e construção das edificações: “A segurança contra incêndios tem de começar no projeto.

O pesquisador destacou o papel mobilizador que grandes tragédias possuem neste tema: “Na prática, a valorização da proteção passiva funciona após os desastres, que conscientizam a população e geram mais rigor na aplicação de normas por um breve período”. Após o incêndio na Boate Kiss que matou 242 pessoas no Rio Grande do Sul em janeiro de 2013, por exemplo, Oliveira contou que duplicou o número de empresas que procuraram o IPT para ensaios comprobatórios.

Para finalizar o evento, Berto voltou ao palco com Ivan Faccinetto Bottger, também do laboratório do IPT, para falar da avaliação e desenvolvimento de projetos de saída de emergência. Por meio de simulações de abandono realizadas pelo IPT em um prédio de 13 andares e população de mais de três mil pessoas, a dupla traçou padrões de comportamento para os elementos envolvidos em uma situação de incêndio. O tempo de resposta entre o momento em que as pessoas escutam soar o alarme e iniciam o deslocamento até as saídas de emergência, por exemplo, foi levado em consideração nas simulações.

José Emanuel Branco, engenheiro civil de uma companhia que desenvolve projetos de combate a incêndio para empresas de médio e grande porte, compareceu pela primeira vez ao seminário e o considerou de grande importância para o tema: “As palestras foram excelentes, de alto nível técnico e de elucidação quanto à proteção contra incêndios”. Já Vinicius Miranda, membro da UL do Brasil, empresa certificadora de segurança, havia comparecido ao primeiro seminário e contou que o evento manteve o padrão de qualidade: “Nas palestras são mostrados casos reais e ensaios que o próprio IPT realiza para comprovar a deficiência que existe hoje no mercado em relação ao combate ao fogo”.

Editora Rudder

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