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Obras de infraestrutura perdem participação no setor em dez anos
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Obras de infraestrutura perdem participação no setor em dez anos

08:00 11 junho in Matérias, Site
Com a desaceleração dos investimentos em obras públicas, cresceu a construção de edifícios e os serviços especializados
obras de infraestrutura

Esta nota é da Agência de Notícias do IBGE. A reprodução dela neste site faz parte do clipping da editora Rudder. 

A participação das obras de infraestrutura na construção civil teve forte queda entre 2007 e 2016, passando de 41,3% para 29,5% do valor adicionado. Com a desaceleração dos investimentos em obras públicas, cresceu a construção de edifícios e os serviços especializados. Esses dados estão na Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), divulgada hoje pelo IBGE.

Segundo o gerente da pesquisa, José Carlos Guabyraba, “a retração das obras de infraestrutura no país no ano deveu-se a problemas políticos, econômicos e empresariais, resultando em uma mudança estrutural no setor”.

obras de infraestruturaEm 2016, todos os indicadores econômicos mostraram queda, com retração de 3,6% no Produto Interno Bruto (PIB). O resultado foi ainda pior na indústria da construção, que registrou -5,2%. Nesse cenário, o setor registrou receita bruta de R$ 319,6 bilhões. O valor das obras e serviços da construção atingiu R$ 299,1 bilhões, sendo que 31,5% vieram das obras contratadas por entidades públicas.

Havia, no ano, 127 mil empresas ativas na indústria da construção, ocupando cerca de dois milhões de pessoas. O gasto com salários, retiradas e outras remunerações chegaram a R$ 58,5 bilhões e o salário médio mensal foi de R$ 2.235,16.

Entre os produtos e/ou serviços oferecidos pelas empresas, a construção de rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais caiu da primeira para a quarta colocação, entre 2007 e 2016. Com isso, as obras residenciais avançaram no ranking, passando da quinta para a primeira posição, entre 2007 e 2016.

O Nordeste apresentou o maior crescimento no valor das obras e serviços, passando de 15,7% para 19,2%, de 2007 a 2016. Apesar da queda na participação, o Sudeste respondeu por mais da metade do setor (51,1%).

“Isso reflete o processo de desconcentração da economia com perda de participação do Sudeste e ganhos no Nordeste e Norte”, concluiu Guabyraba.

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Editora Rudder

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