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Contas inativas do FGTS animam varejo da construção - Revista Fundações
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Contas inativas do FGTS animam varejo da construção

08:00 30 junho in Matérias, Site
Expectativa da Anamaco é de que R$ 2,5 bilhões se destinem a compras de materiais, impactando positivamente no crescimento do setor

*Esta matéria é do portal Cimento Itambé – Massa Cinzenta. A publicação dela neste site faz parte do clipping diário da editora Rudder

Por: Altair Santos

A liberação dos recursos que estavam retidos nas contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) faz o varejo de material de construção retomar o fôlego. Até o final de julho, o volume de dinheiro injetado na economia será de R$ 30,2 bilhões, dos quais R$ 2,5 bilhões devem ser destinados para reformas de casas e apartamentos dos que puderam sacar o dinheiro.

Isso representa quase 8% do total de recursos contidos nas contas inativas do FGTS, o que é suficiente para levar a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) a rever seus números para 2017. A expectativa, segundo Marcos Gabriel Atchabahian, presidente do conselho deliberativo da Anamaco, é de que o setor do varejo possa encerrar o ano com crescimento de 3,5%.

Além dos recursos das contas inativas do FGTS que serão usados diretamente para a compra de material de construção, a Anamaco calcula que aqueles que quitarem suas dívidas com o dinheiro sacado do Fundo de Garantia também poderão ir atrás de crédito para viabilizar reformas. “Indiretamente, ao permitir que pessoas voltem a ter crédito na praça, as contas inativas do FGTS também ajudam o setor”, avalia Marcos Gabriel Atchabahian.

Dados da Anamaco revelam que de janeiro a maio de 2017, após longo período de retração, o movimento nas vendas de material de construção no varejo cresceu 6%. Se comparado ao mesmo período de 2016, o aumento é de 9%. São números que contrastam com os da ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) para quem o período de 12 meses (maio de 2016 a maio de 2017) representou queda de 8,9% no volume de negócios.

O que difere os números otimistas da Anamaco dos pessimistas da ABRAMAT é que a primeira associação, por estar voltada ao varejo, consegue captar melhor os números do comércio formiguinha, que é aquele em que os consumidores adquirem pequenas quantidades de material de construção para viabilizar reformas ou consertos em seus lares. Já a ABRAMAT capta números das construtoras e do segmento industrial, os quais, de fato, seguem preferindo desovar seus estoques que lançar novos projetos.

Vendas aquecidas

O dinheiro liberado das contas inativas do FGTS não tem feito bem apenas ao segmento de material de construção. Desde abril, o setor do varejo tem registrado alta significativa, crescendo a taxas que se aproximam de 2%. De acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o setor de calçados e vestuário é o que mais tem lucrado com os recursos liberados do FGTS, absorvendo 40,1% destes recursos.

Em seguida, vem o segmento de supermercados e alimentos, com 28,5%; móveis e eletroeletrônicos, com 11,3%, material de construção, com 7,8%, artigos pessoais, com 7,5%; farmácia e perfumaria, com 4,4%, e materiais de escritório e comunicação, com 1,5%. No entanto, a própria CNC alerta que essa injeção de ânimo é paliativa. “Apesar de os recursos oriundos das contas inativas do FGTS estarem cumprindo papel relevante na reativação do consumo, só a volta da atividade econômica possibilitará crescimento sustentável”, diz o economista da CNC, Fábio Bentes.

 

Recursos do FGTS

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